sábado, 27 de outubro de 2018

42. LUÍS PEDRO VIANA

“Património Imaterial da Unesco – FADO”/ Óleo s/tela/ 60x90
400,00€


Luís Pedro Viana (Pseudónimo)
2009
Nascido em 1943, Viana do Castelo, cursou nas Escolas Industrial e Comercial da cidade, tendo continuado estudos na Escola Académica do Porto, onde efectuou a preparação para ingresso no Instituto Industrial e depois na Faculdade de Ciências, estudos que completou posteriormente, após ter cumprido o serviço militar em Moçambique, durante quatro anos e meio.
As viagens sempre fizeram parte do seu mundo pelo que aproveitava qualquer oportunidade para visitar museus e galerias, facto que proporcionou (e proporciona) um íntimo contacto com todas as correntes das artes, dos autores clássicos aos modernos ( Paris, Amesterdam, Zurique, Istambul, Palma,Londres, Budapeste, Barcelona, Madrid, Atenas, Lisboa, Porto, entre muitas outras).
Aqui está mais um percurso pelo interior ...Eco-Museu do Barroso Montalegre.
2019: Último trabalho publicado no Jornal As Artes entre as Letras


Relevante, interessante, diferente, esteticamente belo, equilibrado, sensorial, puro, limpo ou errante, (des)construtivista, modernista, minimalista, realista, metafórico, ausente do que é a realidade ou imersa nela, sinuoso nas formas voluptuosas, erótico, desvelando ou mantendo o véu que cobre a pureza da forma de Dulcineia, no segredo da conquista ou no deixar ir da solidão, ou da romaria estonteante, com um qualquer D. Quixote lutando contra si próprio na (in)definição que o faz viver… (E não é a vida mutação? E rasgo, risco? clarividência? ou ausência de ser?).
Ser vianense é uma prerrogativa que o define, mas também mundano, ausente ou demasiado presente no Porto.
Luís Pedro Viana nasceu em Viana do Castelo (como diria Saramago – “a idade que importa!”) e teve aulas de pintura… Na Polysalca – fábrica de plásticos na Rua da Bandeira, vanguardista no tempo, com visão antecipadora dos donos - e dessedentou em aulas de pintura no Porto ou embriagou-se no prazer das cores, das telas e dos pincéis. E a vida encarregou-se de preservar nele o prazer de pintar e de escrever – muito, pouco ou nada, mas constante no tempo. A vida, a pintura, agarrou-o: fê-lo refém das suas ousadias, das da vida e das dele, permitindo-lhe uma liberdade de viver na construção da obra.
Risco puro em Cervantes, reto ou incerto noutros, sinuoso, ou difuso, com duas cores ou com uma alegria visual de colorido estonteante em que o olhar percorre a tela sem saber onde pousar ou a transparência de dois traços cruzados em linhas de (in)finita imaginação, transportando o olhar para o além da presença e da aparência.
E escreve poesia, não a pedido ou a granel, mas quando o ser lhe manda e o Outro, que não ele, o exige, ou fá-lo na modorra do tempo adormecido. Contudo, não vou falar do “Cabo de aço”, tão frio e cruel como o som do metal agudo que corta silêncios, ou de “Viana”.
É vianense, Firmino Moreira da Cunha ou Luís Pedro Viana na alegria de brincar com nomes (palavras que nomeiam e criam a existência do ser) e apelidos que têm significado íntimo e próprio.
Apresentação feita – é capa da revista “As Artes entre as Letras”, sendo Diretora Nassalete Miranda – resiliente numa ideia de que a cultura exige e existe para que o mundo se transforme e seja mais belo - um espaço onde a arte e as letras comungam à mesma mesa e dialogam em transversais de homeostasia, simbiose e desequilíbrios.
É Luís Pedro Viana! É vianense!

Susana Cunha Cerqueira

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